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Sábado, Novembro 29, 2003

Chegou um novo bandaid



Chega de preconceito.Fita isolante nunca mais.

Frases do dia:

"O café excessivamente quente, em copo plástico,
reduz em dois terços a potência sexual do homem:
- Primeiro queima os dedos; depois a língua..."

"MULHER FEIA É IGUAL PANTUFA: DENTRO DE CASA
É ATÉ ACONCHEGANTE, MAS NA RUA É VERGONHA!!!"

A mulher gostosa é um conjunto de curvas capaz de
deixar reta a única curva que um homem tem" !!!

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 6:04 PM horas.


Sexta-feira, Novembro 28, 2003

Quem disse que colocar piercing não é legal?
Desta vez colocaram um piercing na periquita:



E vcs pensavam que era onde?

Agora falando sério eu acho que piercing na barriga
e na lingua até vai, mas no nariz é dose.Não fica parecendo
um porquinho da India? O corpo é de cada um e cada um
faz o que bem entender, o que interessa é o conteúdo.
Eu estou fora de rotular ou ferir meu corpo.

E vc ja fez piercing? Ja pensou em fazer? Gosta? Onde?

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 4:56 AM horas.


Quinta-feira, Novembro 27, 2003



Frase do dia:

"MULHER FEIA É IGUAL PANTUFA:
DENTRO DE CASA É ATÉ ACONCHEGANTE,
MAS NA RUA É VERGONHA!!!!!!!!!!!!!!!"

Cabelo ruim é igual a assaltante........
ou tá armado ou tá preso!!!

Piada:

O judeu....

Um sujeito queria namorar a filha de um judeu e foi pedir ao pai.
O velho disse:
- Acho que não vai dar certo, porque os judeus têm uma visão
muito diferente da vida. Para provar que não estou com nenhuma
discriminação, vou lhe dar uma maçã e amanhã conversamos
novamente.No dia seguinte ele voltou à casa do judeu que lhe
perguntou:
- O que você fez com a maçã?
- Fiquei com fome e a comi.
- Tá vendo? Um judeu tiraria a casca da maçã, a colocaria para secar e
faria um chá. Dividiria a maçã em quantos pedaços fossem os mebros
de sua família e daria um pedaço para cada um. Depois pegaria os
caroços, venderia alguns e plantaria outros, pois assim teria algum
lucro e ainda frutos dentro de algum tempo.
Bom, vou lhe dar outra chance. Leve este pedaço de linguiça e
volte a falar comigo amanhã.
O cara saiu de lá puto e pensando o que poderia fazer para
aproveitar bem aquela linguiça, sendo que a sua vontade
era de enfiar no... do velho!
No dia seguinte a mesma pergunta:
- Filho, o que você fez com aquela linguiça?
- Bem, ...primeiro tirei o cordãozinho e fiz um cadarço
para meu tênis.Depois tirei o plástico que protege a
linguiça e o guardei.Dividi a linguiça em 8 pedaços e
dei um pedaço para cada membro da minha família.
Depois fiz uma camisinha com o plástico, comi sua
filha e aqui está o "leite" para o senhor fazer um cappuccino.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 2:15 PM horas.


Próximo post volta com a programação normal.

Final do conto que começou a 10 posts atrás.

Um Adolescente Nos Anos 80 #10
"The Killing Moon", Echo & The Bunnymen

Existem certas coisas na vida que você nunca aprende.
Eu, por exemplo, nunca aprendi como agir ao encontrar uma ex-namorada.
Está certo que não tive tantas namoradas assim, mas sempre tremi
as pernas na hora de falar com uma ex. A primeira vez, então, nem se fala.
Fiquei tão nervoso que até pensei que iria ter um ataque cardíaco.

Foi numa festa. Lembro que, apesar de ter sido organizada pelos
babacas do terceiro ano, a música até que não estava tão ruim assim.
Logo que eu e Andrea chegamos no apartamento do aniversariante,
fiquei impressionado com a qualidade do som. Eram tantas bandas
inglesas legais que não tive como conter minha curiosidade e,
enquanto Andrea conversava com uma amiga, fui ver quem é que
estava cuidando do som. E, óbvio, não poderia ser outra pessoa.

Sim, era Julia que estava atrás do toca-discos, com aquele seu
jeito de roqueira, um fone de ouvidos pendurado no pescoço,
um cigarro aceso entre os dentes, os cabelos espetados e
uma maquiagem pesada. Fiquei ali, a poucos passos de onde
ela estava, sem saber o que fazer. Confesso que fiquei
embasbacado com seu charme. Olhando ela ali, tão linda
discotecando, ficou claro porque fora tão apaixonado por ela.

Pensei em dar meia volta e ir embora. Mas Julia já havia me visto.
E, além do mais, eu realmente estava feliz com Andrea.
Por isso, resolvi enfrentar meu nervosismo e ir falar com ela.

"Oi", eu disse sem jeito.

Julia respondeu com um sorriso. Trocou de discos com uma
agilidade digna de um DJ profissional e apagou seu cigarro.

"Pensei que você fosse falar sobre o tempo", ela falou.
"Como?"
"Pensei que você fosse comentar algo sobre o tempo.
Lembra que na noite em que nos conhecemos você
falou 'que noite do caralho'?"
"É que eu não sabia como puxar assunto."
"Parece que agora também não sabe."
"Mas é que agora é diferente."
"Mas não deveria, né?
A gente se conhece, já passou por muita coisa juntos."
"Puxa, Julia, você sabe muito bem por que é diferente."

Julia encheu seu copo de cerveja e acendeu outro cigarro.
Acho que eu não era o único nervoso por ali.

"Por que você veio falar comigo só agora?"
"Sei lá."
"Sei lá? Isso é tudo que você tem pra dizer?"
"Sei lá, ué. Acho que só falei agora com você
porque eu tinha medo."
"Medo?"
"Você sabe que sempre tive um medo estúpido de você."
"De mim?"
"De você, da situação, sei lá."
"Caralho, João este seu medo fodeu com tudo.
Por causa dele não foi capaz de me pedir desculpas quando
mais me magoou, por causa dele não foi capaz de me
procurar e brigar por mim."
"Mas você tá bem com seu namorado, não tá?"
"Não vem ao caso. O que importa é que talvez eu tivesse te
perdoado antes. Mas não. Você tem medo e pensa que é orgulho.
Você tem medo e pensa que é depressão."
"O que posso fazer?"
"E eu vou saber? Sei lá, deixa de ser tão adolescente."
"Mas, Julia, pelo amor de Deus, querendo ou não,
eu sou um adolescente."

E, então, ela começou a rir. Se eu fechar os olhos agora,
posso ver exatamente seu riso solto e infantil.
Foi a última vez que a vi assim tão próxima de mim e,
ainda bem, é aquele jeito alegre que guardo comigo desde então.

"Nós somos adolescentes, João", ela falou ainda rindo
e enfatizando o "nós".
"Somos adolescentes e somos todos medrosos."
"Mas a gente vai melhorando, né?"
"Tomara."
"Pelo menos eu deixei um pouco do meu medo de lado
e fiquei com uma menina que nunca pensei que fosse ficar..."
"Ouvi falar. Disseram que a cena do beijo na
sala-de-aula foi de cinema."
"Não sei o que aconteceu comigo.
Não pensei em mais nada, só em pular em cima da Andrea."
"Quer saber? Eu tenho ciúmes dela."
"Eu também tenho ciúmes do seu namorado."
"Acho que ciúmes de verdade é ela que tá sentindo, João.
Olha ela ali. Não parece nada satisfeita em te ver aqui."

Julia tinha razão. Do outro lado da sala,
Andrea só faltava me encher de tapas com os olhos.

"Vai nessa, João", Julia disse.
"Desculpa qualquer coisa, tá?"
"Sem desculpas, ok?"
"Mas."
"Tudo bem, tá desculpado. Agora anda, vai."

Sem olhar para trás, caminhei em direção a Andrea.

"O que você queria com ela?", Andrea perguntou.
"Só fui pedir uma música.", respondi.
"Ah, é? Qual?"
"Uma da minha banda predileta", eu disse acreditando
que Andrea nunca fosse lembrar o nome da banda.
"Olha, se não tocar aqueles tais de Echo e sei-lá-o-quê
agora você vai se ver comigo."

Engoli seco. De repente, a música parou. E, por um milagre,
"The Killing Moon" começou a tocar nas caixas de som.
Andrea me olhou desconfiada, mas reconheceu a música
que eu não parava de ouvir nas nossas tardes lá em casa e,
antes de entrar os vocais, me abraçou com força, como se
quisesse mostrar a todos que somente ela que fazia meu
coração acelerar. Com o rosto sobre o ombro de Andrea,
pude ver Julia sorrindo para mim. Sorri de volta e pensei
que já era hora de começar, mesmo que lenta e
gradativamente, a crescer. Mas, você sabe, há coisas na
vida que a gente nunca aprende. E hoje, em pleno ano 2000,
eu me sinto tão adolescente quanto aquele João dos anos 80.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 1:42 PM horas.


Já voltaremos com nossa programação normal.

Penultima parte do conto que começou faz 9 posts:

Um Adolescente Nos Anos 80 #9
"This Is The Day", The The


O fundo da sala-de-aula era meu território. Não que eu fosse
um aluno arruaceiro ou coisa parecida. Sempre preferi sentar
nas últimas classes porque era lá que estavam as pessoas
mais divertidas, além de ser um ótimo lugar para eu ficar
rabiscando formações imaginárias do que seria minha banda
perfeita sem que nenhum professor viesse encher meu saco.
E foi no dia em que estava colocando Ian McCulloch do
Echo & The Bunnymen, Johnny Marr do The Smiths,
Peter Hook do New Order e Budgie do Siouxsie & The Banshees
na mesma banda que Andrea apareceu ao meu lado
e puxou conversa.

"Por que esta cara de assustado?", ela perguntou.

Era verdade: eu estava assustado. Afinal, desde que
éramos colegas Andrea nunca havia sentado lá no fundão.

"É que tô acostumado a olhar pro lado e ver a cara do Pedro."
"E o que é melhor? Ver a cara do Pedro ou a minha?"
"É que é estranho..."
"Você não respondeu minha pergunta."

Fiquei alguns segundos rabiscando sobre a folha de papel,
sem saber o que dizer. Apenas sentia aquele frio na barriga,
típico de quem acabou de se dar conta de que está se
apaixonando e que, azar, não tem mais volta. Mas,
naquele caso, era uma sensação 99% boa. Afinal de contas,
não fora eu que havia tomado a iniciativa.
Pela primeira vez na vida, poderia dizer que uma menina estava
dando em cima de mim. Só que, óbvio, sempre havia aquele
meu maldito medo estúpido. E, lógico, por causa dele, estar
apaixonado por Andrea não era 100% legal.

"Você não respondeu minha pergunta", ela repetiu.
"Só ia falar que é estranho ver você aqui no fundo da sala."
"E..."
"E respondendo sua pergunta, é estranho, mas é muito
melhor ver você aqui do que qualquer pessoa.
Principalmente o metaleiro do Pedro."
"Tadinho dele... Vocês parecem ser tão amigos..."
"E somos agora. Quero dizer, há uns dois meses que
a gente tem se falado mais."
"Nunca falei com ele."
"Ué, você nunca tinha falado comigo."
"Mas você também nunca falou comigo."
"É que..."
"É que a turma do fundão não se mistura com o
pessoal que fica grudado no quadro-negro, né?"
"Não era isso que queria dizer."
"Mas você acha isso."
"Você também acha isso, Andrea."
"Se eu acho mesmo que a gente não deve se misturar,
o que é que tô fazendo aqui?"

Pela segunda vez naquela manhã, Andrea havia me deixado
sem palavras. Fiquei olhando para aqueles cinco nomes na
última folha do meu caderno. Eram cinco caras, integrantes
de cinco de minhas bandas prediletas, cinco músicos que
provavelmente nunca iriam tocar juntos. Eles se misturarem
parecia tão improvável quanto eu e Andrea nos misturarmos,
mas, em ambos os casos, só de imaginar uma possibilidade
já me fazia sorrir.

Mas antes que eu pudesse tomar uma atitude, minha caneta
voou de minhas mãos e caiu no chão. Ainda atônito com
tudo que estava acontecendo, fiquei apenas observando
aquela velha Bic rodopiar entre a minha mesa e a de Andrea.
E, quando percebi, ela já está ajoelhada no chão, com a
caneta entre as mãos e seus olhos fixos nos meus.
Não sei exatamente o que aconteceu comigo, mas,
num impulso, joguei meu corpo sobre o dela e, enquanto
toda sala-de-aula tentava descobrir de onde vinha aquele
barulho de cadeiras caindo, eu a beijei.

"Vamos nos misturar", eu falei ao seu ouvido.
"Nós vamos é ser expulsos da sala", ela disse.

E fomos. Sobre gritos e aplausos de toda turma,
saímos de mãos dadas da sala-de-aula.
E, quando fechamos a porta, sorrimos um para o outro
com aquela certeza de que já não existia território meu
que não fosse dela e vice-versa.

Continua, e agora vai ser a ultima parte, sai ainda hoje.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 2:32 AM horas.


Quarta-feira, Novembro 26, 2003

Continuando o conto que começou faz 8 posts:

Um Adolescente Nos Anos 80 #8
"Make Believe", Joan Jett & The Blackhearts


O sexo muda tudo: as bochechas ficam rosadas, os seios parecem
querer explodir, os passos são mais decididos. Pos isso, era fácil
saber quando alguma menina no colégio já havia transado. Talvez
fosse uma teoria furada, mas sempre acertávamos. Pedro dizia que
eram os hormônios que entravam em ebulição e faziam o corpo das
meninas se desenvolverem com mais rapidez. E, em dias de tédio,
eu e ele ficávamos o recreio inteiro observando o sexo oposto no recreio.

"Olha ali a Erica?"
"Nossa! Que seios?"
"Ela não era assim antes."
"Caramba. Ela tá gostosa mesmo. E aquele sorriso?
Este sorriso é de quem já deu..."
"Será que ela e o Carlinhos já transaram?"
"O quê? Ela tá com o Carlinhos? O irmão da Julia?"
"Ele mesmo."
"Caralho, eles não têm nada a ver um com o outro?
É como você?"
"Como eu e a Andrea?"
"É..."
"Pode ser. Mas, sei lá, desde aquele dia do terraço tanto
eu quanto ela não temos coragem de olhar um pra cara do
outro. O foda é que não consigo parar de pensar nela."
"Que bom. Então quer dizer que você já superou o episódio Julia?"
"Mais ou menos?"
"Então vira pra lá que ela tá vindo aí."

Não, eu não ainda havia superado Julia. Até hoje ainda é difícil
de imaginar outra pessoa que fosse tão próxima daquilo que
sempre pensei como a mulher ideal. Na verdade,
Julia era a rock star que tanto desejei desde o dia em que vi
uma foto da Joan Jett. Só faltava uma guitarra na mão.
O jeito decidido, o estilo de suas roupas, o modo "foda-se"
de levar a vida- todo o resto ela já tinha. Hoje eu sei que tudo
isso não passa de fantasia da minha cabeça (apesar de ainda
tremer as pernas cada vez que vejo a capa de um disco da Joan Jett),
mas aos 15 anos eu levava aquilo a sério, tão a sério que
sentia um medo estúpido cada vez que pensava em admitir
que estava interessado pela Andrea, e o pior, tão a sério que
quase tive um infarte ao perceber que o corpo de Julia estava
mais desenvolvido naquela manhã.

"Você tá vendo o que tô vendo, Pedro?"
"Não tô vendo nada."
"Tá sim. Só não quer dizer."
"É que, sei lá, não quero que você fique pior."
"Então você tá pensando a mesma coisa que eu, né?"
"Tô."
"Não acredito que ela já transou com aquele babaca."
"Já."
"O quê?"
"Nada. Não disse nada, João."
"Você já sabia?"
"Não é bem isso?"
"Porra, você já sabia e não me contou."
"Já te disse: não queria que você ficasse pior."
"Quando foi isso?"
"Não sei. A Lisiane não entrou em detalhes."
"Não acredito."
"Aconteceu, João. A Julia tava puta da cara com você,
conheceu outro cara, você ficou só na fossa, ela se apaixonou.
Isso acontece. Falei com ela ontem. Tava lá na casa da Lisiane.
Ela só não quer que você pense que ela não tá nem aí.
Que ela foi uma sacana. Não foi, não."
"Eu sei que ela não foi, Pedro", eu disse enquanto Julia comprava
uma guaraná e, depois, voltava para o prédio e, sem querer,
nossos olhos se encontraram e, então, eu sorri.

Foi um sorriso honesto, sincero, carinhoso. Ela mordeu o canudo,
acenou para mim e entrou para o prédio do colégio. Eu e Pedro
ainda ficamos alguns minutos olhando as pessoas voltarem para
a sala de aula, pensei no quanto fui egoísta e orgulhoso em
nunca ter pedido desculpas a Julia, queria ter um cigarro em
minhas mãos e, de repente, Andrea passou por nós.

"Ela é magrinha demais pro meu gosto, mas é bem bonitinha",
disse Pedro.

Eu fiquei esperando que Andrea olhasse para trás com seu
jeito tímido. Sim, ela era magrinha demais. Mas, pensei,
foda-se, se as coisas derem certo, o sexo há de mudar tudo.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 6:26 PM horas.


Continuando o conto que começou 7 posts atrás.

Um Adolescente Nos Anos 80 #7
"Downtown Train", Tom Waits


Não havia nada pior: além de perder a namorada, era chamado de corno.
Tentei de todas as formas esconder que ela havia aparecido com outro
na minha festa de aniversário, mas você sabe como é o colégio.
Logo, este era o assunto de todas as conversas nos corredores,
na biblioteca, no bar, nos bilhetes na sala de aula.
Definitivamente, eu era o corno do ano.

E era isso mesmo que eu era: um corno manso. Pior, um corno
manso deprimido. Durante duas semanas, não tive vontade de
fazer nada. Passava boa parte do tempo matando aula no terraço
do colégio, fodendo com minhas notas e meus pulmões.
Acho que foram naquelas duas semanas que comecei a ficar
viciado para valer em cigarros. Fumava uma carteira por dia, e
ainda comprava a marca mais barata para poder fazer render a
grana que ganhava dos meus pais. Era um mata-ratos horrível,
mas era isso mesmo que eu queria. Sim, eu queria ficar com
um gosto podre na boca, com os dentes amarelados, com a
roupa fedendo e com a auto-estima lá embaixo.

Talvez fosse o excesso de Tom Waits no walkman,
mas tinha certeza que nunca nenhum homem havia
sofrido tanto por uma mulher como eu por Julia.

Na verdade, por causa daquele egocentrismo típico de
adolescentes, eu acreditava que ninguém jamais iria sofrer
como eu. E, então, na terceira quarta-feira, e segunda aula
de literatura que havia matado, ouvi alguém se aproximar
no terraço. Pensei que fosse Pedro, a única pessoa que
conhecia meu esconderijo, mas senti um perfume de
sabonete de bebê. E definitivamente Pedro não fazia o
tipo de quem usava sabonete de bebê.

"Puxa, você tá mal mesmo, João",
ouvi uma voz conhecida falar.

Ainda sentado no cimento frio, levantei minha cabeça
e olhei para cima. Era Andrea, uma colega de aula.
Fiquei surpreso por alguns segundos. Eu e Andrea éramos
de grupos diferentes. Enquanto eu fazia o estilo roqueiro,
ela era toda certinha e andava com os surfistas fãs de reggae.

"Oi, Andrea."
"Posso sentar?"
"Hã? Sentar? Pode, claro."

Ela jogou um livro no chão e sentou sobre ele.
Provavelmente para não sujar seus jeans de grife.
"Tá surpreso de me ver aqui, né?"
"Não. Quero dizer, não sei. Talvez."
"Eu também tô."
"Tá o quê?"
"Surpresa."
"Ah, tá."
"Tudo bem de eu ficar aqui com você?"
"Você tá matando aula de literatura."
"Não tem problema. Acho que não vai ter nada de tão
importante assim. Além do mais, já tô de saco cheio
de Machado de Assis."
"Machado de Assis é o maior escritor brasileiro."
"Pode ser. Mas eu acho que a gente é muito jovem
e imaturo pra ler o cara."
"É. Talvez você tenha razão."

Eu não poderia acreditar. Andrea e eu estávamos conversando.
Nós éramos colegas de aula desde a terceira série e,
desde então, havíamos trocado no máximo vinte palavras.

"Mas não vim pra falar de literatura."
"Não?"
"Vim falar com você?"
"Comigo?"
"Sim. É que?"
"Quer um cigarro?"
"Não fumo."
"Importa se eu fumar?"
"Mais ou menos. Mas se quiser, tudo bem."
"Valeu. Prometo que não jogo fumaça pro seu lado."
"Obrigada."
"Então Você veio falar comigo?"
"Vim. É que, hã, tava pensando em tudo que aconteceu com você.
Já ouvi todas as versões: que você mereceu, que a Julia
foi filha da puta, que você só tá se fazendo de deprimido.
Ouvi tudo isso e nada me importa. Não quero fazer julgamentos,
nem nada. Só acho que este é um bom momento pra dizer
o que sinto."
"E o que você sente?"
"Você não sabe, João, mas desde a quinta série
passo boa parte do meu tempo..."
"Continua."
"Olha, foi difícil vir até aqui. Tive que juntar toda coragem
que tenho e que não tenho. Por isso, você não vai poder
me apressar, ok?"
"Ok. Desculpa."
"Tudo bem. Vamos lá: passei boa parte do meu tempo
pensando em você."
"Em mim?"
"É, em você. Desde a quinta série, quando você se ofereceu
pra me levar de ônibus até minha casa porque meu pai não
podia me buscar, desde aquele dia constrangedor,
não páro de pensar em você."
"Putz. Tinha me esquecido disso. Você nunca tinha andado
de ônibus sozinha e tava morrendo de medo! Que absurdo!"
"Sei que era um absurdo, que eu era uma filhinha de papai
medrosa, mas aquilo João, aquilo foi lindo. A gente não falou
nada no caminho inteiro e, mesmo assim, só consegui
pensar em você. Sei que nós somos diferentes, sei que você
me acha uma mimada sem graça, mas não posso te ver
assim arrasado, perdendo as aulas."

Eu estava pasmo com tudo aquilo. Mas ainda me achava
o maior sofredor de todos os tempos.

"Não sei o que você tá querendo dizer, Andrea.
Só sei que não posso fazer nada. Tô assim fodido e pronto.
Fui um namorado insensível, mereci aqueles chifres.
É isso. Sou corno. E não há nada pior do que isso.
Ser corno e saber que mereço ser chamado assim."
"Claro que há coisa pior."
"O quê por exemplo?"
"Ser apaixonada por alguém e não ter coragem de dizer.
Ser apaixonada por alguém que te acha fútil."
"Você fala assim porque nunca viu alguém que
você gosta com outro."
"Vi sim."
"Quem?"
"Você, seu estúpido."
"Mas não sou seu namorado."
"Eu correria o risco de ser traída se você quisesse ficar comigo".

Andrea disse e depois, com uma rapidez de quem
era campeã de handball no colégio, pegou seu livro
e desapareceu do terraço.

Fiquei um bom tempo ali, olhando para onde Andrea
estava sentada, sem saber o que fazer. De repente,
deu um frio na minha barriga e comecei a sentir um medo,
o mesmo e velho medo estúpido que tanto conhecia,
aquele medo de sempre, o medo de estar novamente
se apaixonando e não saber o que fazer com isso.

E, quando percebi, já havia descido para a sala de aula.
No meio do caminho, ouvi algumas pessoas me chamarem
de corno. Não dei a mínima. Afinal de contas, eu já sabia:
sim, havia coisa pior no mundo.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 2:56 PM horas.


Problemas com seu computador?

Seus problemas acabaram, com o novo sistema
só vão fazer churrasco, chega de fritar a cabeça.


Ainda para ajudar o blogger anda com problemas para postar...

Vou continuar o conto se me permitirem...
Começou faz 6 posts....

Um Adolescente Nos Anos 80 #6
"Fall On Me", R.E.M.

Eu sempre odiei aniversários. Sempre. Desde a minha festinha
de 6 anos, quando eu tive uma maldita intoxicação alimentar de
tanto comer bolo e beber Fanta laranja. Desde então, associei
aniversários àquele gosto horrível de vômito na boca.
E, você tem que concordar comigo, isso já era um bom motivo
para eu tremer cada vez que chegava setembro. Por isso,
enquanto metade dos caras da minha idade ficava felizes
em completar 15 anos, eu queria apenas ficar mais velho
sem que isso envolvesse data especial, festa e presentes.

Mas Julia colocou na cabeça que deveríamos organizar uma
festa. E nada que eu dissesse poderia mudar sua opinião.

"Sou velho demais pra reunião dançante, Julia."
"Mas quem é que tá falando em reunião dançante?
É só uma festa. A gente chama um pessoal,
bebe algumas cervejas, ouve um som decente."
"Você não tá entendendo. Eu não gosto de aniversários."
"Droga, João, você tá fazendo 15 anos. Deixa de ser chato."
"Você tá sendo chata."
"Eu?"
"É."
"Mas..."
"Ah, Julia, não enche."

Por que, afinal, o ser humano tem esta mania de ser
extremamente rude com as pessoas que gosta?
Por que, alguém por favor me diga, temos que maltratar
quem mais gosta da gente?
Por que, eu preciso saber por quê, fui tão idiota naquela
tarde e magoeei Julia? Não sei. Não sei. Não sei.

E não sabendo, até hoje fico louco só de pensar que tudo
que ela queria era fazer era uma festa para seu namorado.
Só isso. Qual namorado não gostaria que sua namorada
organizasse uma festa no seu aniversário? Nenhum.
Apenas o babaca aqui.

Sim, Julia parou de encher meu saco. E também ficou dias
sem falar comigo. Aliás, para falar a verdade, eu estava tão
cheio de razão que fiquei alguns dias achando que era ela
que deveria me procurar. Afinal, Julia é que tinha desrespeitado
minha opinião. Quando percebi que havia pisado na bola,
já era tarde demais. A menina estava uma fera e não queria
saber de ouvir minha voz.

E, então, três dias antes do meu aniversário Pedro teve uma idéia.
"Cara, faz você uma festa."
"Ah, você só deve estar brincando comigo."
"Não, você não tá me entendendo."
"Como assim?"
"Diz que vai fazer uma festa e só convida Julia.
Faz uma surpresa para ela. Tipo, uma festa particular."
"Será que ela vai? E só de pensar em falar com ela,
já bate um medo estúpido dentro de mim."
"Deixa comigo. Peço pra Luisa colocar uma pilha nela."

Uma festa só para Julia? Não era uma má idéia.
E, além do mais, eu não tinha outra opção.
Por isso, consegui que meus pais liberassem a casa
naquela quinta-feira. Meu pai ainda resmungou que
quinta não era dia de festa, mas minha mãe deu uma força
dizendo que era para fazer um agrado com a namorada e
tudo ficou bem. Estava tudo pronto: salgadinhos, cervejas
e o novo disco do R.E.M. Tudo perfeito. Até que,
às dez em ponto, toca a campainha.

"Feliz aniversário, João", Julia disse.
Eu fiquei paralisado.
Não conseguia acreditar no que estava vendo.
Aquilo era bem pior que gosto de vômito na boca.
"Este é o Marcos", ela falou apontando para o cabeludo
que estava com os braços sobre seu corpo.

Sem saber o que fazer, fechei a porta na cara
dos dois pombinhos. Foi um ato infantil, eu sei.
Mas naquela hora só conseguia pensar naquela
festinha de 6 anos e, claro, no quanto eu odiava,
mas odiava mesmo, aniversários.

continua...

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 2:41 AM horas.


Terça-feira, Novembro 25, 2003

Continuando o conto que começou a 5 posts atrás.

Um Adolescente Nos Anos 80 #5
"If You Leave", Orchestral Manoeuvers In The Dark

Quando você tem 14 anos de idade, a morte é algo tão distante
quanto improvável.Você quer experimentar todas combinações
alcoólicas possíveis, todos os tipos de cigarros, todas as
amizades perigosas, todas as ruas escuras e mal freqüentadas
que sua mãe vive dizendo para não ir. Afinal, você tem toda vida
pela frente e a morte, pelo menos na minha adolescência, era
assunto de letras do Joy Division e revistas em quadrinhos.
Não que eu fosse um maluco sem limites. Pelo contrário,
sempre fui o mais moderado da turma. Mas era inevitável
não sentir um certo poder de imortalidade ao lembrar que
eu mal tinha completado uma década de vida.

E foi assim, com esta típica petulância adolescente que eu,
Julia e Carlinhos, seu irmão de 17 anos e o maior fã de
The Doors que já conheci em toda minha vida, saímos
daquela festa de Miss Brotinho do colégio e fomos procurar
um lugar tranqüilo para fumar nossos baseados. Não havia
nenhum lugar muito escondido naquele maldito clube,
então resolvemos subir até o trampolim mais alto da piscina.
"Caralho, é muito alto", eu disse.
"É alto nada, João", Carlinhos falou.
"Deixa de ser medroso e vamos nessa. Imagina, a vista lá
em cima deve ser maravilhosa", Julia resmungou enrolando
as palavras por causa das cervejas a mais que bebemos.

Não, não poderia deixar minha namorada pensar que eu
era um covarde. Por isso, deixei meu medo estúpido de
lado e subi as escadas logo depois de Carlinhos.
Sim, a vista lá em cima era maravilhosa. Parecia que
poderíamos tocar o céu. Carlinhos acendeu um baseado,
eu e Julia deitamos no trampolim, seu rosto repousando
sobre meu peito. De longe, conseguíamos ouvir o som
tipicamente FM vindo da pista de dança. Para nossa surpresa,
Carlinhos acompanhava a batida da música com os pés e,
de repente, fechou os olhos e começou a falar como
se fosse um pecador num confessionário.

"Estão ouvindo isso? Estão ouvindo? Vocês sabem o que é isso?
Eu sei. É um tal de OMC, OME, OMV. Tanto faz.
É uma porcaria, né? Claro que é.Pop de segunda.
O cara canta que nem viado. E estes teclados?
Que porra de teclados são esses? Mas nada disso importa.
Sabem o que importa? O que importa é que semana passada
eu fui expulso da aula de educação física e fiquei vendo as
meninas fazendo ginástica lá na quadra de futebol de salão.

E, de repente, vejo a Erica dançando esta música fodida ao
lado do rádio-gravador. Caralho. Fiquei pasmo. Nunca vi coisa igual.
Ela ali, dançando uma merda de música, com um desgraçado
de um short de lycra justo, mas muito justo, e eu completamente
zonzo. Quando percebi, tava apaixonado.
Apaixonado pela Erica que ouve OMV, OMP, sei lá,
anda de Morey-Boogie na praia e lê Capricho."

Eu e Julia ficamos em silêncio. Em outras situações,
a maconha teria me feito rir sem parar, mas ele
pareceu tão sincero que apenas sorri.
Acho que, no fundo, estava feliz por Carlinhos.

"É OMD, Carlinhos", Julia falou.
"O quê?"
"O nome da banda é OMD."
"É ruim, né?"
"Não... Até que é bom, Carlinhos. É um pop gostoso. Ouve só..."
"Porra, eu gosto de Doors."
"E daí?"
"E daí que a Erica nem deve saber quem é Jim Morrison."
"Grande coisa. Você tá apaixonado. E isto é lindo."
"E o que eu faço agora?"
"Ah, sei lá. Se eu fosse você,
mandava tudo a puta que pariu e iria atrás da Erica."
"O quê você tá dizendo?"
"Isso mesmo que você ouviu: mergulhava de cabeça nesta paixão."

Então, aconteceu.

Carlinhos correu pelo trampolim e se jogou na piscina.
Eu e Julia apenas vimos suas pernas caminhando no ar enquanto seu
corpo caía em alta velocidade. Os olhos arregalados, os cabelos ao vento,
o baseado na mão. Por alguns segundos, eu e Julia ficamos imóveis,
sem entender e, muito menos acreditar, no que estava acontecendo.

Ouvimos o splash de seu corpo contra a água e, com os
corações a mil, caminhamos até a beira do trampolim.
Julia repetia "filha-da-puta, filha-da-puta, filha-da-puta" e,
com as pernas tremendo, olhei para baixo.

Foram cinco segundos. Cinco segundos que valeram por um ano.
Cinco segundos de agonia. Cinco segundos até o rosto de
Carlinhos surgir na piscina e sua risada irônica ecoar pelo clube.
Cinco segundos para eu e Julia também nos jogarmos do alto
daqueles dez metros de altura e selarmos nosso namoro
com um beijo no ar. Cinco segundos para Carlinhos decidir
que pouco importava que Erica fosse quem aparentava ser
e que, sim, ele deveria ir o mais rápido possível, talvez
naquela festa mesmo de Miss Brotinho e ao som de OMD,
à sua procura.

Porque, você sabe, por mais que a morte pareça distante,
a vida nunca deixa de ser curta.

Continua...

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 8:04 PM horas.


Continuando o conto que começou a 4 posts atrás.

Um Adolescente Nos Anos 80 #4
"The Number Of The Beast", Iron Maiden

Sexo, sexo, sexo. No final das contas, a vida de um menino de 14 anos
de idade sempre acaba girando em torno de sexo. Você quer saber o
que é, como se faz e, principalmente, de que jeito convencer sua
namorada de que, sim, chegou a hora. E, então, a gente descobre a
grande verdade do relacionamento entre homens e mulheres: são elas
que detém o poder.É assim quando você tem 14 anos e será assim
quando você for um respeitável senhor de idade. Não tem jeito.
Se uma mulher não quer, nada de sexo para você.
Mas eu pensava que as coisas poderiam ser diferentes.

Principalmente quando eu via Pedro caminhar pelos corredores do colégio
ao lado de sua namorada Lisiane, uma loira quase tão alta quanto ele
e que transbordava sexo por onde passava. A razão disso tudo, pensava
eu, era o fato de Pedro e Lisiane gostarem de heavy metal. Claro. Só
poderia ser isso. Os dois passavam as tardes ouvindo canções que
falavam de sexo e demônio, enquanto eu e Julia colocávamos Smiths
no toca-discos. Smiths! Apenas um adolescente ingênuo como eu
poderia acreditar que ouvindo a voz de Morrissey seria possível levar
uma menina para a cama. Minto.

Eu e Julia já tínhamos ido muitas vezes para a cama, o problema era o
que fazer lá. E, no meu raciocínio perfeito, Pedro e Lisiane iam muito
além de beijos e amassos na cama enquanto Iron Maiden tocava no
aparelho de som.

Mas um dia, enquanto eu procurava um livro de Machado de Assis
na biblioteca, Pedro veio falar comigo.

"Cara, me conta teu segredo", ele disse.
"Contar o quê?" "Teu segredo.
Como é que você conseguiu transar com a Julia, essas coisas."

Só poderia ser piada. Olhei para os lados. Talvez fosse uma peça
que meus colegas estivessem pregando em mim.

"Você tá louco, Pedro."
"Ah, pára João. Fala de uma vez."
"Isso é uma brincadeira?"
"Que brincadeira, nada. Não quer falar?"
"Falar o quê?"
"Já te disse, caralho.
O que você fez pra convencer a Julia a transar contigo."
"Mas eu e Julia ainda não transamos."
"Como é que é?"
"Eu e Julia não transamos."
"Mentira."
"Sério. Peraí. Você tá querendo dizer que
ainda não rolou nada com a Lisiane?"
"Não vem pegar no meu pé."
"Não?"
"Não. Claro que não. A loira é uma fera."
"Mas ela gosta de Iron Maiden."
"E o que é que tem? A Julia gosta de Smiths
e também não quis transar contigo."
"Só que Iron Maiden, ah, você sabe o que quero dizer.
Iron Maiden é som de menina avançadinha."
"E Smiths o que é? Já viu aquele Morrissey cantar?
Se uma menina gosta daquela coisa gay, deve ter
cabeça aberta o suficiente pra transar com o namorado."
"Olha, Pedro, acho que nós dois estamos errados."

Sim, eu e Pedro estávamos completamente errados. Mas errei mais feio
ainda porque ele nem havia tocado nos seios de Lisiane. E isso era algo
que eu sempre fazia com Julia. Teve até um dia que consegui beijar
seus seios, mas acabei me empolgando e dei uma mordida de leve e,
então, ela me empurrou com tanta força que caí da cama.
De qualquer forma, eu estava bem à frente de Pedro. Definitivamente,
os metaleiros haviam caído no meu conceito. E não era só isso:
se Pedro ainda não tinha transado com Lisiane, as coisas eram
piores do que eu imaginava.

"Por quê? Por que tem que ser tão difícil?", perguntei desesperado.
"Sei lá, João. Talvez seja medo."
"Eu também tenho este medo estúpido.
E se eu não funcionar na hora? E se ela ficar grávida?
Porra, também morro de medo e mesmo assim."
"Mesmo assim tá louco pra transar, eu sei."

Eu e Pedro ficamos em silêncio por alguns minutos. Estávamos em pé,
ali na biblioteca, com trabalhos de literatura para o outro dia por fazer,
totalmente sem esperança alguma no mundo. Eu já estava me conformando
com o fato de eu ter apenas 14 anos quase, mas não é tão vergonhoso
ter 15 e ainda não ter feito sexo com uma mulher. Tudo bem.
Hoje eu sei que não é nada vergonhoso até se você tiver 20 anos,
mas vai explicar para meus hormônios adolescentes.
O fato é que estávamos os dois ali na biblioteca, eu e Pedro,
quando vimos pelas frestas dos livros, Julia e Lisiane na outra estante.
Nós ficamos em silêncio e, forçando os olhos, vimos o livro que elas
estavam retirando. Quase caímos duro com aquilo.
Julia e Lisiane estavam com "Sexo Para Adolescentes" ou algo parecido,
não lembro ao certo, mas o que importa é que nossas namoradas estavam
com um livro sobre sexo nas mãos.

Eu e Pedro sorrimos. Ainda existia esperança neste mundo.
A vida das meninas era como a nossa.

Também acabava girando em torno de sexo.

continua...

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 6:38 PM horas.


Esta é a terceira parte do conto, começou a 3 posts
atrás, daqui a pouco voltaremos com nossa programação
de humor e figuras, enquanto isto as mulheres podem gostar...
Pediram para colocar uma foto minha ai vai:


Um Adolescente Nos Anos 80 #3
"The Boy With The Thorn In His Side", The Smiths

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete. Sete horas livres para
eu fazer o que me desse na telha. Porque, se havia uma parte
do dia que era minha e somente minha, essa parte era aquele
infinito e, ao mesmo tempo, curto espaço que iniciava com a
minha saída da escola e terminava com a volta dos meus pais
para a casa. A maioria dos meus colegas passava as tardes da
semana em um revezamento físico-cultural: segundas, quartas
e sextas para curso de inglês e terças e quintas para aulas de
natação. Talvez fosse a minha preguiça ou, quem sabe, meus
pais não viam motivos para investir no meu futuro, mas minhas
tardes não eram feitas de idiomas e exercícios. Quero dizer,
não assim ao pé da letra.

Afinal, eu tinha meus discos e uma namorada. E, não sei se você sabe,
com uma boa coleção de discos e uma namorada, é possível aprender
muito bem a língua inglesa e fazer bastante exercícios em sete horas.

"O que quer dizer 'thorn', João?"
"Sei lá, Julia, procura no dicionário."
"Peraí um pouquinho..."

E, assim, Julia afastava seus coturnos do caminho e caminhava
até minha estante, tentando não escorregar com suas meias
brancas de algodão tocando o chão de meu quarto. Ainda em pé,
com seu uniforme do colégio com as mangas rasgadas à mão,
ela folheava com rapidez o dicionário. E num sorriso que só não
me derrubava porque eu já estava deitado ao lado do meu velho
aparelho de som Gradiente, ela dizia em voz alta o significado
da palavra.

"Tem certeza que é espinho, Julia?"
"Tá aqui no dicionário."
"Caralho. O que esse cara quer dizer com
'o menino com o espinho no seu lado'?"
"Sei lá. Presta atenção no resto da letra..."
"Parece que é a história de um cara meio incompreendido."
"Olha isso: 'desire for love'."
"E?"
"E, sei lá, João, vai ver que o tal espinho é uma metáfora."
"Que é uma metáfora eu já tinha percebido."
"Preconceito."
"O quê?"
"Preconceito. Talvez seja uma metáfora pra preconceito."
"Pode ser. Li em algum lugar que o Morrissey é gay."
"Faz sentindo."
"Escuta, esta é a parte da música que mais gosto. Que guitarras..."
"É lindo."

E assim nós passávamos nossas tardes: ouvindo discos,
traduzindo as letras, tentando entender os significados de
tantas metáforas e poesias, até então um terreno meio
desconhecido para quem há poucos anos atrás ainda brincava
com os bonequinhos Playmobil. Enquanto trocávamos de bandas,
indo da poesia excessivamente romântica de Morrissey aos gritos
de protesto de Joe Strummer, eu já não agüentava mais ver Julia
tão vestida e tão desnuda sem seus coturnos, afinal, quando você
tem quatorze anos, uma menina sem sapatos é o suficiente para
colocar seus hormônios para trabalharem, e, então, olhava para o
rádio-relógio na escrivaninha e percebia que ainda restavam algumas
horas da tarde. Impulsionado pelos meus amigos roqueiros, esquecia
meu medo estúpido e abraçava com força Julia. Era hora dos exercícios.
Beijava sua boca daquele jeito desesperado que só um adolescente
sabe beijar e, lógico, começava minha exploração por baixo de sua
camiseta. Como meus amigos que, provavelmente, estavam naquele
momento em uma piscina, eu mergulhava de cabeça na idéia de tocar
e descobrir e sentir cada vez mais o corpo de Julia.

Mas ambos sabíamos que havia um limite.

"Pára, João."
"Só mais um pouquinho."
"Teus pais já devem estar chegando."
"Droga."
"Não fica assim. Você sabe que ainda vai acontecer."
"Quando?"
"Não sei."
"Você nunca sabe."
"Ah, deixa de fazer manha, João."
"Tudo bem."
"Ei, vamos ouvir de novo teu disco novo dos Smiths?"

Assim, mais uma das minhas e somente minhas tardes chegava ao fim.
Logo, meus pais estavam em casa, eu levava Julia até a parada de ônibus,
minha mãe preparava o jantar e depois eu fazia meus trabalhos do colégio
que deveriam ser feitos muitas horas antes. Aquelas noites não eram,
claro, os melhores momentos de minha adolescência. Mas era só eu
pensar que o dia de amanhã sempre vem acompanhado de uma tarde
que tudo ficava bem novamente. Afinal, tem vezes em que tudo que
você precisa para ser feliz é um bom disco de rock, uma namorada de
meias brancas e sete horas para aproveitar tudo isso.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 9:32 AM horas.


Continuando o conto que começou no post anterior:
Voltaremos com nossa programação assim que o
blogger funcionar direito:

Um Adolescente Nos Anos 80 #2
"Close To Me", The Cure


A culpa era de seus coturnos. Seus malditos e detonados coturnos
que pareciam pisar em cima de meu coração cada vez que Julia
colocava seus pés na escola. Com seu estilo punk-gótico-menina,
reduzia a pó as outras adolescentes enquanto atravessava a quadra
de futebol de salão e, para meu desespero, orgulho e medo,
caminhava em minha direção com sua garrafa de guaraná na mão.
E eu, em vão, tentava procurar alguma pista em seu rosto.
Um olhar, um movimento de seus lábios, qualquer coisa que pudesse
me dizer se o que a gente estava vivendo era uma espécie de namoro
ou apenas uma amizade que, além de discos, dividia beijos e abraços
e amassos em nossos quartos e cantos escondidos da biblioteca.
Mas não. Julia não parecia estar preocupada com minhas angústias e,
muito menos, no efeito desconcertante de seus coturnos.

"Aconteceu alguma coisa?", ela perguntou com o canudo entre os dentes.
"Como assim?"
"Você não pára de me olhar, João."
"Sei lá. Eu tava só pensando."
"Pensando no quê?"
"Nos seus coturnos."
"Nos meus coturnos?"
"É. Os seus coturnos."
"E o que é que tem meus coturnos?"
"Sei lá, Julia. Você tem estilo, entende?"
"Obrigada. Você também tem, João."
"Que nada. Corto meus cabelos como o Barney do New Order
e uso tênis iguais aos do Robert Smith. Isso por acaso é estilo?"
"Pelo menos você ouve New Order e Cure. Já é algo, né?"
"Mas você é diferente. Eu sou uma cópia xerox vagabunda.
E você é original."
"Também copio os ingleses, você sabe disso."
"Só que em você tudo faz sentido."
"Ah, pára de falar bobagem."
"Não é bobagem."
"Minha casa tá vazia hoje à tarde. Passa lá?"
"Não é bobagem, Julia."
"Passa ou não passa?"

Eu poderia ficar ali sem impor minha vontade para o resto da vida.
Há um abismo enorme entre as meninas e os meninos quando
você é adolescente. No meu caso, um abismo que parecia
intransponível. Julia tinha 16 anos e eu 14. Você sabe o que é
ser um cara de 14 anos apaixonado por uma menina de 16?
Não, você não sabe. Aqueles míseros dois anos significavam
o máximo de falta de experiência que um ser humano é capaz
de imaginar. Mas, droga, Julia gostava de mim. Eu sabia.
Eu sentia. Eu via em seus olhos fechados cada vez que a
gente se beijava. Por isso, esqueci todo meu medo
estúpido e resolvi abrir o jogo.

"Porra, Julia, você não me ouve? Não é bobagem!", gritei.
"O que não é bobagem, demônio de guri?"
"Não é bobagem, caralho. Não é bobagem eu te ver
caminhando com estes coturnos velhos e mal cuidados
e ficar tremendo, zonzo, tarado e, ao mesmo tempo,
cheio de orgulho porque, porra, é comigo que você
passa as tardes. Mas..."
"Mas...?"
"Mas de que adianta a gente passar as tardes juntos
se eu nem sei o que a gente é."
"Como assim?"
"O que a gente é, ora."
"Desculpa, João, mas não entendi mesmo."
"Ah, não me faça falar."
"Falar o quê?"
"Falar em... namoro."

Então, pela primeira vez depois de três semanas vi Julia desabar.
As pistas que tanto queria finalmente apareceram em seu rosto:
um sorriso tímido nos lábios, as sobrancelhas arqueadas,
o canudo totalmente mordido.

"Você tá me pedindo em namoro, João?"
"Que é isso, Julia, não viaja."
"Você tá sim me pedindo em namoro."
"Ah, Julia..."
"Que bonitinho...", ela suspirou ao mesmo tempo que envolveu
seus braços em meu pescoço, a garrafa de guaraná ainda na
mão direita, os olhos fechados e, em um beijo, respondeu o
que não perguntei, mas cuja resposta estava ansioso
para ouvir e sentir.

E naquela tarde, como aconteceu diversas vezes naqueles
meados dos anos 80, eu e Julia rolamos pelo carpete de
seu quarto ao som de discos de bandas inglesas.
A agulha passeando pelos sulcos do vinil. O tema de casa
por fazer em cima da escrivaninha. E, claro, os meus tênis
iguais aos do Robert Smith jogados no canto do quarto ao
lado dos malditos e detonados coturnos de Julia.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:21 AM horas.


Segunda-feira, Novembro 24, 2003

Atendendo a pedidos aqui vai um conto:

Um Adolescente Nos Anos 80 #1
"The Whole Of The Moon", The Waterboys


Minha mãe sempre disse para eu falar sobre o tempo.
Com certeza não é o assunto mais apropriado para
uma noite de sábado. Principalmente quando você tem
quinze anos e quer conhecer uma garota. Mas eu não
tinha outra opção. Por isso, ignorei toda minha timidez e,
com as pernas bambas de tanto nervosismo, fui em
direção ao terraço. E lá estava ela: Julia, com aquele
seu jeito de adolescente, um copo de vodca barata em
uma mão e um cigarro na outra, acompanhando com os
pés as músicas que algum babaca do terceiro ano estava
colocando no som. E eu fiquei ali, parado na entrada do
terraço, com as mãos nos bolsos do jeans, pensando
seriamente em começar a fumar. Julia olhava para o céu,
seus olhos faziam zigue-zague por entre as estrelas, como
se estivessem inventando um caminho em busca da lua.
Percebi que já era hora de deixar todo aquele medo estúpido
para trás e tomar alguma atitude.
E, então, lembrei do conselho de minha sábia mãe.

"Que noite do caralho", eu disse.
"É verdade."
"Pois é."
"Eu conheço você?"
"Não sei. Talvez. Acho que sim."
"E você me conhece?"
"Você é a Julia."
"Eu mesma. E você quem é?"
"Eu sou o João da turma 92."
"Sei."
"Bem, vou nessa."
"Peraí. Você fica dez minutos me observando e
tudo o que tem a dizer é isso?"
"Não. Quero dizer, é. Sei lá."
"Você tem medo de mim?"
"Medo?"
"Sim, medo."
"Acho que sim."
"Por quê? Qualquer babaca do terceiro ano consegue
conversar com uma menina, por que você tem
medo de conversar logo comigo?"
"Porque se os babacas do terceiro ano gostassem
um pouquinho só das outras meninas como eu
gosto de você, aposto que eles também sentiriam medo."

Pronto, pensei, agora eu estraguei tudo. Ficamos eu e Julia
em silêncio por alguns minutos, ela bebeu o resto de vodca
em um gole só, ofereceu meu primeiro cigarro da vida,
riu com a minha tosse e disse para eu esperar um instante
porque ela iria até o babaca que estava cuidando do som
e pedir para colocar uma música decente. Voltou e
continuamos em silêncio, apenas a voz de Mike Scott
cantando "The Whole Of The Moon", e, pela sua respiração,
pude perceber que eu já não era a única pessoa que estava
com medo e não sabia o que falar naquele terraço.

"Que noite do caralho", ela disse.
"É verdade."
"Olha só a lua. Existe alguma coisa mais bonita neste mundo?"
"Existe."
"O quê?"
"Você."

E, finalmente, consegui fazer a única coisa que os babacas
do terceiro ano faziam que eu tinha inveja. Foi assim, ao
som de "The Whole Of The Moon" com os Waterboys,
em uma noite do caralho, foi assim, dramatizando tudo
como venho fazendo desde que me conheço por gente,
que eu dei meu primeiro beijo.

Minha mãe é que tinha razão: na dúvida, fale sobre o tempo.

continua....

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 3:50 PM horas.


Acorda, tem serviço:



Ultimamente andei meio atarefado, correndo atrás de contador,
de cliente, de banco, de tudo, se pudesse me dividiria em 3.

Final de semana:

Na sexta não fiz nada demais, joguei um counterstrike e
até estou jogando bem.

Sabado - lov.e - aniversário da MM.

Fomos no lov.e, chegando la, já tinha um pessoal me
esperando pois o cara da lista tinha sumido, mas ja
cheguei e já resolvi.Foi aniversário da Carol que apareceu
com um pessoal animado.Eu fui com três mulheres (hehe).
Dançamos um pouco, mas a música não estava bombando.
Parece que algumas mulheres não souberam expressar que
estavam a fim de algum cara e chuparam uma manga.

Sugestão para quem vai no lov.e:
Peça um drink josé cuervo (tequila mais suco de maçã)
e ganhe outro, misture umas brejas e dançe o que puder.

Desenhos - lembrando a infância:

No sábado para quem curte desenho a cartoon network começa:

13:00- Star wars clone wars, a continuação da saga jedi depois
do filme star wars 2 em desenho.
13:30- He-man (só que com novo formato)
14:00- Liga da justiça (novo formato)
19:00- Smallville na Warner.

DVD

O dvd que ganhei é uma beleza.A imagem é bem melhor.
Vi o filme o pianista que conta a história de um pianista famoso
na Polonia, sobrevivendo a perseguição alemã aos judeus,
é uma lição de sobrevivência e persistência, além de mostrar
os horrores da guerra e preconceitos imbecis.Vale a pena.
O filme é baseado em uma história real.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 2:20 AM horas.


Sexta-feira, Novembro 21, 2003



AMOR- Enfermidade temporária que se cura com o casamento.
Palavra de quatro letras, duas vogais e dois idiotas.

DANÇAR- É a frustração vertical de um desejo horizontal.

CÉREBRO Órgão que serve para que pensemos que pensamos.

DOR DE CABEÇA-Anticonceptivo mais usado pela mulher destes tempos.

VIRGEM-Menina de 9 anos, muito feia, que corre mais que o primo .

EXAME ORAL-Prova para conseguir um estágio na Casa Branca.

LÍNGUA-Órgão sexual que os antigos usavam para falar.

UROLOGISTA-Especialista que vê o seu pênis com desprezo,
o pega com nojo e lhe cobra como se o houvesse chupado.

CONFIANÇA Via livre que se dá a uma pessoa para
que cometa uma série de abusos.

DIPLOMACIA Arte de dizer "lindo cachorro",
até encontrar uma pedra para atirar nele.

FÁCIL Diz-se da mulher que tem a moral sexual de um homem.

GINECOLOGISTA-Especialista que trabalha no lugar
onde outros se divertem.

HERÓI- Indivíduo que, diferentemente do resto,não pôde sair correndo.

HOMEM-Ser masculino que durante seus primeiros nove meses de
vida quer sair de um lugar em que tenta entrar pelo resto de sua vida.

INDIFERENÇA-Atitude que uma mulher adota perante
um homem que não lhe interessa, que é interpretada
pelo homem como se estivesse "se fazendo de difícil".

INTELECTUAL-Indivíduo capaz de pensar por mais de
duas horas em algo que não seja sexo.

MODÉSTIA-Reconhecer que não se é perfeito,
mas sem dizê-lo a ninguém.

NINFOMANÍACA-Termo com o qual um homem define
uma mulher que deseja fazer sexo mais vezes que ele.

TRABALHO EM EQUIPE Possibilidade de colocar a culpa nos outros.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:47 PM horas.


Preste bem atenção

No seu escritório, neste exato momento pode
estar rolando um sexo e nem foi notado:



Não aguento mais spam, correntes, emails para ajudar gente
em hospital, pessoas perdidas e principalmente os avisos da
internet sobre 88 novas modalidades de assalto, mas esta
sátira foi bem feita, leiam:

Sátira de um spam:

Muito cuidado ao parar nos semáforos que tem aqueles
malabaristas com fogo, pois enquanto vocês estão assistindo
ao show um outro malabarista, usando um monociclo, vem
por trás de seu carro e arremessa um "coquetel molotov" no
capo do carro, então você com o carro em chamas sai
correndo desesperado, nesse momento vem um terceiro
malabarista com nariz de palhaço e sapatos enormes joga
um chimpanzé adestrado dentro do seu carro, este
chimpanzé rouba o som e o que mais tiver dentro do
automóvel, depois disso dois falcões peruanos de caça
ficam dando rasante sobre a sua cabeça, te distraindo,
enquanto eles fogem num elefante indiano pintado de
verde musgo cantando "A Festa" de Ivete Sangalo.
Por fim, o prejuízo do roubo e do capô queimado
ficam por sua conta porque nenhuma seguradora
cobre ataque de malabaristas de semáforos.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 8:53 AM horas.


Quinta-feira, Novembro 20, 2003

Festa:

Vai rolar a Festa no lov.e no sábado de aniversário de uma amiga
conhecida nos blogs como mulher maravilha para ver o blog dela
clique aqui
Começa meia noite e com nome na lista paga 10 de entrada
Se quiserem ir mandem suas listas para colinr2003@yahoo.com.br
obs: mandar lista até sexta as 16:00.Vai valer a pena.



O trabalho esta uma correria só, mas não vou reclamar
ja trabalhei em empresas que eu não me assustaria se
recebesse um comunicado destes:

URGENTE

Envie a todos como os seus companheiros de trabalho!!!!!!!!

Subject: COMUNICADO DA GERÊNCIA

COMUNICADO A TODOS OS FUNCIONÁRIOS COM RELAÇÃO À FALTAS.
PROCEDIMENTOS ADOTADOS A PARTIR DE HOJE. FAVOR RESPEITAR!!!


DOENÇA
Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar. Nem um atestado
médico
uma garantia de estar doente, pois se estava em condições de visitar um
médico também podia ter vindo trabalhar.

MORTE NA FAMÍLIA
Não tem desculpa. Não visitou quando estava vivo. Pelo morto não pode
fazer mais nada, e os preparativos para o enterro podem ser feitos por
outra pessoa. Se conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a
empresa deixa-o, de boa vontade, sair meia hora mais cedo (isto se o
trabalho estiver pronto...)

BODAS DE PRATA/OURO
Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se está casado há 25 ou
50 anos com a mesma pessoa, fique feliz em poder vir trabalhar.

NASCIMENTO DE UM FILHO
Por um erro desse tamanho não damos dias livres aos nossos
trabalhadores(o erro foi seu). E além d
isso você já teve o seu
divertimento.

ANIVERSÁRIO
O fato de ter nascido não quer dizer que o tenha merecido. Por isso não
damos o dia!

CIRURGIAS
Cirurgias em nossos funcionários são proibidas, pois nós os contratamos
como eles eram. A tiragem ou substituição de órgãos é contra o contrato
de trabalho.

MORTE PRÓPRIA
Aqui pode contar com a nossa compreensão SE:
a) informar 2 semanas antes do acontecimento, para nós arranjarmos outra
pessoa que faça o seu trabalho;
b) ensinar o serviço ao substituto;
c) enviar um atestado com a sua assinatura e a do médico relatando a
causa da morte (senão serão descontados dias de férias).
d) telefonar até às 8:00 horas da manhã para dizer que morreu de noite.

Caso não aceite as regras, menifeste-se já sabendo que está de aviso
prévio.

Sem mais,

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 9:58 AM horas.


Quarta-feira, Novembro 19, 2003

FACAS GINSU APRESENTA:

FRED VS JASON



Depois de muita insistência fui assistir Fred vs Jason,
para quem assistia A hora do pesadelo e sexta feira 13
deve ser o máximo, o filme mostra a história dos dois
e o confronto com muito sangue falso, o Jason calado
matando e o Fred com senso de humor, o filme para
mim foi mais comédia que terror.

Estou um pouco stressado com o trabalho.
Alguém tem um bom contador para me indicar?

Final de semana macabro:

Bom na sexta eu queria ter ido na SP grove mas não rolou.
No sábado fui conhecer o Madame satã, uma casa noturna
que tem fama por ser dark, e realmente, o ambiente la é
todo escuro e tem uns tipos estranhos, mas até ai se
paga 20 e tem bebida de graça a noite inteira.

Tinham certas lendas que diziam a respeito deste lugar,
que entravam pessoas com facas e rolava sexo na pista,
mas pelo visto esta mais pop, tem revista na porta e
montaram um cafofo do amor nos fundos.

Fiquei um pouco alegre e aloprei a Artemis que estava
com um chupão(aos 25 de idade) e a Mari Rossi na volta.
Disseram que eu estava muito engraçado.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 2:45 PM horas.


De exterminador a governador:



E não é que o Arnold Schwarzenegger é o próximo governador
da Califórnia? É por estas e outras palhaçadas que meu respeito
pelos americanos tende a se extinguir.Porém o que eu esperava
de uma eleição de circo? Um povo consciente?

Mas se vc pensa que a palhaçada é só la de uma olhada nisto:

Vamos varrer a sujeira do nosso país:

Atenção:

Um deputado chamado Jutahy Magalhães, do PFL da
Bahia, é o autor de um projeto de lei que legaliza a
corrupção em nosso país (que parece não ser muita!).

O projeto, conforme matéria da Rede Globo,
proíbe o Ministério Público de investigar atos de corrupção
de Presidente da República, Governadores de Estados,
Senadores, Deputados Federais, Estaduais e Prefeitos.

De acordo com a nova lei, que já foi aprovada em primeiro
turno no congresso, esse pessoal aí vai deitar e rolar com
o dinheiro público sem serem importunados.

Vamos pressionar de todas as formas possíveis,
para que essa lei absurda e imoral não seja aprovada.

O Brasil e o Povo Brasileiro não pode, de forma alguma,
aceitar isso: que meia dúzia de parlamentares mal
intencionados (o que parece ser o caso do tal Jutahy)
legalizem a corrupção e a bandalheira em nosso País.

Então é isto ai, se o governo pede uma carga tributária
imensa nossa, esta na hora de cobrar nossos direitos.
Esta na hora da mídia e todos vcs divulgarem isto como
puderem, antes que o roubo seja "legalizado".

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 3:02 AM horas.


Terça-feira, Novembro 18, 2003

ESPERANDO O HOMEM IDEAL:

Muitas vezes as mulheres reclamam que estão sozinhas
que querem namorar e etc.Em pesquisa de campo foi
constatado que na verdade é uma opção da mulherada
que de tanto escolher e ficar procurando defeitos ao invés
das qualidades, ficam SOZINHAS esperando seu idealizado.
The colin company foi entrevistar uma mulher que esperava
encontrar seu principe encantado mas só tiramos a foto:



Respostas de xavecos:

The colin company a pouco tempo ensinou os foras para mulherada
mas como nossa companhia preza pelos guerreiros de plantão,
Aqui vai a esperada contra resposta:

Homem: Sabia que você é linda?
Mulher: Pena que não posso dizer o mesmo...
Homem: Faça como eu, minta!!! (VIXE!!!!)

Homem: Eu queria te ligar. Qual e o seu telefone?
Mulher: Está na lista.
Homem: Mas qual é o anuncio? (BOA!)

Homem: Este lugar está vago?
Mulher: Está, e este aqui onde estou,
também vai ficar se você se sentar aí.
Homem: Obrigado, estava mesmo precisando
de dois lugares, minha noiva já está chegando!
(BEM PENSADO!)

Homem: Então, o que você faz da sua vida?
Mulher : Eu sou travesti.
Homem: Já percebi! Você esqueceu de fazer o bigode!
(AQUI O CARA MATOU!!!!!)

Homem: Será que eu já não te vi em algum lugar?
Mulher: Claro! Eu sou a recepcionista da clinica
especializada em doenças venéreas, não se lembra?
Homem: É isso mesmo! Já conseguiu pagar o
tratamento com o seu trabalho? (VIXEEEEEE!!!!!)

Homem: A gente vai para a sua casa ou para a minha?
Mulher: Os dois. Você vai para a sua casa
e eu vou para a minha.
Homem: Que pena! É que minha empregada foi embora
e eu pensei que você pudesse ir lá em casa fazer
uma faxina.(TOME CEGA!!!)

Homem: Ora, vamos parar com isso: Nós dois
estamos aqui nesta boate pelo mesmo motivo.
Mulher: É, pra pegar mulher...
Homem: Então, apresenta logo a sua amiga aí do lado!

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 1:59 AM horas.


Segunda-feira, Novembro 17, 2003

Santa das loiras:



LOIRA MOTORISTA:

Diário de uma loira que acabou de tirar a carteira de habilitação:

5 de Janeiro
Passei no exame de direção! Posso agora dirigir o meu próprio
carro,sem ter que ouvir as recomendações dos instrutores,
sempre dizendo "por aí é sentido Proibido!",
"Vamos sair da contra mão!","Olha a velhinha!
Freia! Freia!", e outras coisas do gênero. Nem sei
como agüentei estes últimos dois anos e meio...

8 de Janeiro
A Auto-Escola fez uma festa de despedida para mim.
Os instrutores nem sequer deram aulas. Um deles disse
que ia à missa, juro que vi outro com lágrimas nos olhos
e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar.
Achei simpática a despedida, mas penso que a minha
carteira não merecia tal exagero.

12 Janeiro
Comprei meu carro, e infelizmente tive que deixá-lo na concessionária
para substituir o pára-choque traseiro, pois, quando tentei sair,
engatei marcha-a-ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática.
Há uma semana que não dirijo!

14 Janeiro
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair da conscessionária,
que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros
tiveram a mesma idéia, pois fui seguida por inúmeros automóveis,
todos buzinando como num casamento. Para não parecer antipática,
entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 km por hora.
Os outros gostaram e buzinaram ainda mais.

22 Janeiro
Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram posters avisando em
grandes letras " ATENÇÃO ÀS MANOBRAS ", marcaram com tinta
branca um lugar bem espaçoso para eu estacionar e proibiram
os filhos de sair à rua enquanto durassem as manobras.
Penso que é tudo para não me perturbarem.
Ainda há gente boa neste mundo...

31 de Janeiro
Os outros motoristas estão sempre a buzinar e fazer gestos.
Acho isso simpático, embora um pouco perigoso.
É que um deles apontou para o céu com o dedo do meio.
Quando procurei ver o que ele estava apontando, quase bati.
Ainda bem que eu ia à minha velocidade de cruzeiro de 10km/h.

10 de Fevereiro
Os outros motoristas tem hábitos estranhos. Além de acenarem muito,
estão sempre gritando. Não escuto nada, por estar com os vidros
fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque
juro ter percebido um dizendo " Vai para Casa ". Acho isso espantoso.
Não sei como ele adivinhou para onde eu ia. De qualquer modo, quando
eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar muitas
dúvidas.

19 de Fevereiro
A Cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio
noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso,para ver direito.
Todos os motoristas com quem me cruzei pareciam concordar comigo,
pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender
outros faróis que tinham. Só não percebi a razão das buzinadas.
Talvez para espantar algum bicho. Sei Lá.

26 de Fevereiro
Hoje me envolvi num acidente. Entrei numa rotatória, e como
tinha muito carro (não quero exagerar, mas deviam ser, no
mínimo, uns quatro), não consegui sair. Fui dando voltas bem
juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma
que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da
rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias
a um carro de cada vez.

3 de Março
Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e,
logo à saída,troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear.
Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito.
O motorista era, por coincidência, o inspetor que me aprovou
no exame de direção. Um bom homem, sem dúvida. Insisti em
dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava
de repetir para si mesmo:
"Que Deus me perdoe! Que Deus me perdoe!".

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 11:53 AM horas.


Sonhos:



Eu vi a entrevista na Mtv no programa Meninas veneno
onde a mulher do Vampeta reclamou um monte, resumindo
a mulher é a maior guerreira que eu já vi, primeiro por beijar o
Vampeta, depois por transar (sem amor a boca e a xana).

Até ai normal, Maria chuteira, fica de olho na grana.
Depois ver o marido pousar na G magazine (aff), depois
ela se confessou corna em rede nacional, Vampeta a traiu
e ela tirou a prova.Fora isso ele não deixa ela vestir biquini
e nem sair para ir à padaria, enquanto ele sai de segunda a
segunda, ela fica em casa esperando.A Marina Person deu
várias tiradas sutis.Mas o final foi o melhor:

Um rapaz falou que ela por ter dois filhos e estar junta a
cinco anos, se separasse ela teria uma bela pensão.
Como o problema não é a grana o cara perguntou:
Porque vc ainda esta junto com ele?
Ela: Porque eu não vivo sem ele.
O rapaz: ENTÃO NÃO RECLAMA!

Ri muito.E ai mulherada o que vcs acham de
um caso destes?

Obs 1: a mulher do Vampeta é gata!
Obs 2: Quero ter aulas de hipnose com o
professor do Vampeta, pois tratar mulher assim
e a mulher ficar como cachorrinho atrás não é facil.

Mas deve ter mulheres que curtem sofrer e as que só
estão atrás de grana, mais conhecidas como
Maria gasolina, Maria chuteira, Maria palquinho, etc
Eu estou fora desta mulherada interesseira.AFF.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 1:01 AM horas.


Domingo, Novembro 16, 2003

Pictures:

Pediram para colocar umas fotos minhas aqui.
Esta foto eu estou no congresso da Konica:



Piada:

No circo, decorria o número do domador de leões.
De repente, o leão salta da jaula, e vai para cima
do público. Dente e rugidos à mostra. Bate o pavor.
As pessoas começaram a correr. Caos total. Um
aleijadinho, de cadeiras de rodas, se esforçava para
sair dali.
Alguns, ao verem o pobre deficiente, gritavam para acudir:
- Olha o aleijadinho! Olha o aleijadinho!
O aleijadinho manobrava desesperadamente sua
cadeira...e o bichão chegando.
- Olha o aleijadinho! Olha o aleijadinho!
E o aleijado, sem poder agüentar, gritou:

-VÃO SE FUDER!!! DEIXEM O LEÃO ESCOLHER SOZINHO!!!

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:24 AM horas.


Sábado, Novembro 15, 2003



Final de semana:

Anda bem atrasado mas tudo bem.
Fui na festa de Reformatura do colégio, encontrei a galera que
estudou comigo quando tinha 15 anos, foi engraçado, rolou
aquele papo básico de o que vc anda fazendo, que saudade e etc.
A maioria esta trabalhando, alguns ainda não se formaram.
O que me assustou foi alguns ja estarem pensando em casar...
O Reif esta com uma ONG, Luizito viajando o mundo, Luciana
no interior, Daniel pensando em casar, enfim cada um na sua...

Rave XXXperience:

Bom depois da reformatura, no dia seguinte fui para rave xxxperience
que tocou alguns amigos como Santiago, Mara Bruiser, Vitor Lima,
Renato Lopes, Yasser e etc.Estava empolgado e dançei bastante.
Mas também refleti bastante naquele dia...como as coisas mudam
e como eu mudei nos ultimos anos.Uma hora a pessoa amadurece.
Acho que se chama crise dos 23 anos, a pessoa se acha mais velha
e a vida não é só farra, se quer ter realmente alguém ao seu lado.

Algumas pessoas me filmaram na rave pelo jeito rápido de dançar.
Só cometi o erro de ir de calça jeans, o que me deixou assado.
Na volta fui com umas 3 meninas que estavam um pouco revoltadas
com os homens atualmente, tentei explicar algumas coisas...

No outro final de semana resolvi matar saudade e fiquei
jogando playstation de sexta a domingo (bati o recorde).
Esse eu esperava ir na SP groove mas imprevistos rolaram
e não fiz nada.Vamos ver hoje....

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 4:17 PM horas.


Sexta-feira, Novembro 14, 2003

MANIFESTO-DIA DA BARRIGA

Você, homem, que esta cansado de lutar contra a balança,
que se olha no "espelho" e vê aquela barriguinha e inveja o vizinho
que gosta de andar "peladão" mostrando o abdômen bem definido,
não fique triste.Lembre-se que o "palhaço malhador" ficou na
academia por horas.Lembre-se de quantas cervejas ele evitou,
guloseimas nem pensar, e tudo isto para que?
Para ficar em frente ao espelho se achando o bonitão?

Chega de viadagem!

O mundo inteiro sabe que quem gosta de home bonito são
os viados.Mulher quer homem inteligente, bem humorado,
carinhoso, fofinho e principalmente rico.Por isto esta sendo
lançado:

O dia 5 de dezembro como o dia internacional da barriga

Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha,
comer aqueles petiscos.Vamos lotar os bares e restaurantes,
vamos tomas todas a s cervas, coca colas, e caipirinhas,
comer aquela feijoada, pizzas e hamburgers. Vamos detonar
aquela picanha gorda e os chocolates.

Chegou a sua vez!
Salada o caralho!



NOSSO LEMA: Mais vale um barrigudinho bom de cama
que um gostosão fracassado.

NOSSO ÍDOLO :Homer Simpson.

NOSSO DIA: 05 de dezembro, o dia internacional dos barrigudos
(logo numa sexta feira , oh!)

Passe adiante para todos os barrigudos e simpatizantes.

PS: e mandamos um recado para vc sarado gostosão:
Enquanto vc malha, sua namorada esta tomando cerveja,
no motel com um barrigudo.

Obs : ae Geléia curtiu a homenagem??

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 5:01 AM horas.


Acredito que peguei pesado no post anterior
Pelo menos só recebi reclamação das mulheres
via email, msn, icq, telefone, pessoalmente....
Elas não entendem que foi pela piada e se revoltam
em ver nudez feminina...elas não leêm playboy??
Então eu vou dar um motivo para revolta, olha isto:



Você sabia que os deputados federais ganham...

Salário: R$ 12 mil
Auxílio-moradia: R$ 3 mil
Transporte: 4 passagens aéreas de ida e volta a Brasília/mês
13º e 14º salários: No fim e no início de cada ano legislativo
Verba para despesas comprovadas: R$ 7 mil
Verba para assessores: R$ 3,8 mil
90 dias de férias anuais e folga remunerada de 30 dias
Mais 35 mil por mês como verba de gabinete.
Direito a contratar 20 servidores para seu gabinete
E ainda vão receber R$ 25,4 mil para trabalharem durante o recesso?
O dinheiro sairá dos cofres públicos, ou seja, do nosso bolso !!!
O problema não é nem o salário, mas sim o serviço.
São poucos os que realmente trabalham para o povo....

Aparece o Lula com a tal reforma tributária que ao invés
de diminuir só aumentou impostos, tipico do PT...
Ele vai para Africa falar que o Brasil vai compensa-los
pelos feitos do passado, que foram feitos pelos portugueses,
Não bastasse as dividas do Brasil e problemas internos.
Toda vez que eu vejo a conta de telefone, luz, água
eu tomo um susto.Agora com a reforma tributária eu nem
recebo meu salário pois terei que abrir uma firma de
representação não sei onde, que vai consumir no mínimo
metade do que eu ganho.Como disseram uma vez:

"Amor não tem nada a ver com sexo.
O governo me fode faz anos e mesmo assim não
sou apaixonada por ele".

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:03 AM horas.


Quinta-feira, Novembro 13, 2003

Frase do dia:

"Antigamente o homossexualismo
era proibido no Brasil.
Depois, passou a ser tolerado.
Hoje é aceito como coisa normal ...
Eu vou embora, antes que se
torne obrigatório"

Pois é pelas ultimas paradas gays da para perceber
que o numero de gays (assumidos) anda aumentando.
Isto é muito bom para os homens pois a concorrencia
anda diminuindo e a mulherada esta correndo atrás
de homem, são poucas as que não reclamam da falta
de homem e as que tem reclamam dele.

Até ai tudo bem, mas tendo em vista que eu não quero
ter que andar por ai preocupado se alguém vai olhar
minha bunda ou me xavecar no banheiro vamos lançar
mais uma campanha para que vcs mandem via email:



Obs: Respeito a opção sexual de cada um, desde que
respeitem a minha e fique na sua.Sou homem que curte
mulher e não vem confundir as coisas.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 3:11 PM horas.


Que calor, as meninas ja estão de minissaia por ai:



Sinceridade tem limites:

"Depois de uma transa a garota vira para o cara e diz:
- Vou te chamar de Adão porque você foi o primeiro!
Ele responde:
- Vou te chamar de Peugeot, porque você foi a 206..."

Frase do dia:

"QUEM NÃO DÁ ASSISTÊNCIA ABRE
CONCORRÊNCIA''


Eu estou puto com algumas novas leis do governo
então ai vai uma piadinha:

Um senador está andando tranqüilamente quando é
atropelado e morre.

A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara
com São Pedro na entrada.

- "Bem-vindo ao Paraíso! " ­ diz São Pedro .
" ­ Antes que você entre, há um probleminha.
Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe,
então não sabemos bem o que fazer com você. "

- " Não vejo problema, é só me deixar
entrar ", ­ diz o antigo senador.
- " Eu bem que gostaria, mas tenho ordens
superiores. Vamos fazer o seguinte:
Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso..
Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.
" Não precisa, já resolvi.
Quero ficar no Paraíso ­diz o senador. "

- " Desculpe, mas temos as nossas regras..
Assim, São Pedro o acompanha até o elevador
e ele desce, desce, desce até Inferno.

A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.
Ao fundo ele vê o clube na frente do qual estão todos os seus
amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado.
Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado,
abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em
que ficaram ricos às custas do povo..

Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta
e caviar.Quem também está presente é o Diabo, um cara
muito amigável que passa o tempo todo dançando e
contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que
ele perceba, já é hora de ir embora.Todos se despedem
dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e a porta se abre outra vez.

São Pedro está esperando por ele.
Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa
24 horas junto a um grupo de almas contentes
que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas
e cantando.Tudo vai muito bem e, antes que
ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

- " E aí? Você passou um dia no Inferno e um
dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna.

"Ele pensa um minuto e responde: - " Olha,
eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom,
mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno."

Então São Pedro o leva de volta ao elevador
e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre e ele se vê no meio de um enorme
terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os
amigos com as roupas rasgadas e sujas catando
o entulho e colocando em sacos pretos.

O Diabo vai ao seu encontro e passa o braço
pelo ombro do senador.
- " Não estou entendendo", ­ gagueja o senador .
"Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo
de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos
e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse
fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados.
"O Diabo olha pra ele, sorri e diz:
"Ontem estávamos em campanha.
Agora,já conseguimos o seu voto...

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 11:13 AM horas.


Terça-feira, Novembro 11, 2003

Consumo de cerveja e suas consequências:



Seguem algumas informações importantes e interessantes sobre
o etilismo,que tem por objetivo desmentir alguns conceitos
duvidosos em nossas cabeças...

O USO CONTINUO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE
DROGAS MAIS PESADAS?

Não.O álcool e a mais pesada das drogas, apenas uma garrafa de
cerveja, pesa cerca de 900 gramas.

A CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?

Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados
afirmam que preferem whisky.

MULHERES GRAVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?

Sim. Esta provado que nas blitz da policia, eles nunca
pedem pra fazer o teste nas gestantes... E quando
elas tem que andar em linha reta, os guardas acham
que ela esta torta pelo peso da barriga.

CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?

Não. Uma experiência foi feita c/ mais de 500 motoristas: foi
dada 1 caixa de cerveja para cada um, e, em seguida,
colocaram um por um diante de um espelho. Em nenhum
dos casos, os reflexos foram alterados.

EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE BEBIDA E ENVELHECIMENTO?

Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia,
se vc deixar a cerveja aberta em cima da mesa por muito tempo
sem um acondicionamento especial, ela perde o seu sabor em
aproximadamente quinze minutos.

A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?

Não, pelo contrario. Alguns donos de faculdade estão
aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas
proximidades de bares universitários.

BEBIDA MATA?

Sim. Anos atras, soube-se que um rapaz, ao passear pelas
ruas, foi atingido por 1 caixa de cerveja que caiu de um caminhão,
levando-o a morte instantânea. Alem disso, casos de infarto
do miocardio em idosos tem sido associados as propagandas
de cervejas com modelos gostosas.

O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?

Inumeras pesquisas vem sendo feitas por laboratorios de renome.
Todas indicam que em primeiro lugar estaria o garçom.

A CERVEJA CAUSA DIMINUICAO DA MEMORIA?

Que eu me lembre nao!

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 11:34 PM horas.


Quer ter um carro rápido mas ta sem grana?
Seus problemas acabaram:
Turbine seu carro com papelão:



Frases do dia, edição especial:

É fazendo muita merda que se aduba a vida !!!!!

"Ironia do destino é quando um jardineiro tem um
filho florzinha e uma filha trepadeira..."

"Que mulher nunca comeu uma caixa de Bis por ansiedade,
uma folha de alface por vaidade e um cafajeste por saudade?"

"Nóis só num bebe acetona porque tira o
esmalte dos dente"

RIO DE JANEIRO !!!!!!

O MAR É AZUL.
O JARDIM BOTÂNICO É VERDE.
A GOVERNADORA É ROSINHA.
O COMANDO É VERMELHO.
E A COISA TÁ PRETA.

"TODO CRUZEIRENSE DEVERIA AMAR O GALO,
POIS NA VERDADE O GALO NADA
MAIS É DO QUE UM PINTO GRANDE"

"Se tiver que casar, case com uma mulher baixa.
Dos males, o menor!".

"Mulher boa deve ser tratada como o bom vinho...
tem que ser mantida na horizontal, no escuro e com rolha na boca"

'Passar a mulher para trás é fácil, difícil é passar adiante!'

"Às vezes é melhor ficar quieto e deixar que pensem que você é um idiota,
do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida."

"SE CHEFE FOSSE ARQUIVO, TERIA A EXTENSÃO FDP..."

Homem é como orelhão...
A cidade está cheia deles...
só que 75 % não funciona, e o restante está ocupado.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:25 AM horas.


Segunda-feira, Novembro 10, 2003

Tipos de namorado:



PINTO É QUE NEM DOLAR :
SOBE NO PARALELO E CAI NO OFICIAL.

Amor V

O homem pergunta à mulher:
- Querida, quando eu morrer, vais chorar muito?
- Claro, querido. Sabes que eu choro por qualquer besteira.

Amor VI

Na cama, o marido vira-se para a jovem esposa e pergunta:
- Querida, diz-me: Eu sou o primeiro homem da tua vida?
Ela olha para o marido e responde:
- Pode ser... A tua cara não me é estranha...

Amor VII

Um casal vinha por uma estrada do interior. Sem dizer uma palavra.
Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos
dois queria dar o braço a torcer Ao passarem por um sítio em
que havia mulas e porcos, a mulher perguntou, sarcástica:

- Parentes teus?

- Sim, respondeu ele. Cunhados e sogra.

Ja volto

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 11:36 AM horas.


Sexta-feira, Novembro 07, 2003

Casamento começa em motel
e termina em "pensão" !!!

Amor I

O marido perguntou para a mulher:
- Vamos tentar uma posição diferente esta noite?
A mulher respondeu:
- Boa ideia, tu lavas a louça e eu me sento no sofá...

Amor II

- Sabes querida, quando falas faz-me lembrar o mar...
- É, amor. Não sabia que te impressiono tanto.
- Não é que me impressiones. Enjoas-me!

Amor III

- Querida, vamos ter que começar a economizar.
- Tudo bem... Mas como?
- Aprende a cozinhar e manda a empregada embora.
- Está bem... Então aprende a fazer amor e podes dispensar o motorista.

Amor IV

Adão e Eva passeavam pelo Paraíso. E a Eva pergunta:
- Adão, me amas?
E o Adão, resmungando:
- E tenho outra escolha?!

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 3:40 PM horas.


Quinta-feira, Novembro 06, 2003



Esta seria uma ótima imagem para o fechamento deste blog....
Calma, calma, o fim deste blog ainda esta distante.
Ontem assisti matrix 3, visualmente falando se equipara ao 2.
Depois de ler o estragafilmes
que conta o filme matrix revolutions, fui conferir, mas ele errou
em algumas partes.Principalmente o final.

Em conteúdo nada surpreendente, digamos que o Matrix um intriga
o dois explica e o 3 conta a história.Satisfaz como entretenimento.
Pelo menos o final não foi água com açucar.
Se a crítica caiu matando foi porque eles esperavam que todos os anos
lendo filosofia, fossem recompensados em matrix, mas que originalidade
teria em recontar a mesma história?Leia a biblia então.Achar trechos
fragmentados, ok, esperar que siga a risca é rídiculo.
Acredito que os críticos de cinema vibram com filmes iranianos.Afff...
O foda foi ver duas meninas no cinema comentando:
-Ai, eu não assiti o dois, to perdida, me atualiza!
Um cara do lado mandou calar a boca ou sair do cinema.
Meninas assim só podem assitir panteras detonando.(afff.)

Destaque para a luta de Neo vs o Agente Smith, e Niobe pilotando
a nave, assim como os efeitos especiais.Assistam e depois
comentem.Agora estou esperando lançar senhor dos anéis 3.

There is still hope, never give up!

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:11 PM horas.


Quarta-feira, Novembro 05, 2003

Blog Famoso?

Este blog foi citado na coluna do Gravata do jornal O Globo:
clique aqui para ler a matéria
Obs :Talvez tenha que fazer um cadastro, mas é rapidinho.

Achei uma excelente maneira de comemorar os 60000 acessos.
Obrigado a todos.Volto logo.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 12:01 AM horas.


Terça-feira, Novembro 04, 2003

Famoso pelo escandalo das galinhas, percebemos
que Romario só queria agasalhar o pinto:



Volta e meia as mulheres me perguntam como escolher
o cara certo, como fazer e etc, espero que este post
ajude um pouco:

COMO ESCOLHER O HOMEM IDEAL :

Para saber se um homem é ideal, compare-o também a um automóvel.
Fazendo o check-list abaixo, você encontrará a resposta:

1) Verifique o interior. Não se iluda com o design.
2) Verifique o ano. Os muito novos ainda precisam ser amaciados.
Os muito rodados, além de pegar os vícios das donas anteriores,
costumam dar muito problema mecânico.
3) É estável? Ou balança quando se depara com qualquer curva?
4) Obedece ao comando com facilidade? É ágil ou demora a responder?
5) É muito importante verificar a alavanca de câmbio. Deve ser
robusta e de agradável manipulação. Faça o teste:
engata com facilidade ou costuma emperrar?
6) Fuja do que é movido a álcool.
7) Evite os muito barulhentos ou que emitam ruídos
desagradáveis como roncos e escapamentos desregulados.
8) O motor mantém temperatura constante? Ou esquenta rapidinho,
percorre pequena distância e morre logo em seguida?
9) Leve para um Test-Drive.

Se o homem passou em todos estes testes e lhe agrada, lembre-se:

ANTES DE COMPRÁ-LO, FAÇA UM CONTRATO DE LOCAÇÃO
E USE-O POR UM OU DOIS MESES.NESSE PERÍODO VOCÊ
AINDA PODE TER SURPRESAS DESAGRADÁVEIS.
AÍ, É SÓ DEVOLVER

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 4:25 PM horas.


Segunda-feira, Novembro 03, 2003

Mais uma vez, gostaria de dividir com todos vocês
uma imagem que foi registrada recentemente,
e que traduz, em sua totalidade, a natureza:
Homem X Mulher

Adivinhe quem é a femêa?



Frases do dia:

"Ninguém vencerá a guerra dos sexos.
Há muita confraternização entre os inimigos"

"Mulher feia é igual cheque sem fundo, eu protesto".

"Se sua sogra é uma jóia, temos o estojo perfeito"
(Funerária Souza)

"SE UM DIA, A VIDA LHE DER AS COSTAS...
PASSE A MÃO NA BUNDA DELA!!!!"

"Casar é trocar a admiração de várias mulheres,
pela crítica de uma só !!!"

Amanhã eu falo sobre este final de semana
que foi muito bom, hoje eu estou cansado,
tambem 48 horas acordado não é mole.

Postado por COLIN CLIFTON RILEY às 6:43 PM horas.


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